Vítor Frazão — Portfólio de Arte


































Sobre o Artista
Vítor Frazão
Iniciei o meu percurso artístico como autodidata, tendo posteriormente complementado a minha formação com o Curso de Pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes.
Exponho regularmente desde 1996, período ao longo do qual tenho vindo a receber diversos prémios e menções honrosas. A minha pintura desenvolve-se através de múltiplas abordagens, sendo o realismo mágico e o universo onírico algumas das minhas principais formas de expressão.
A minha obra assume frequentemente como ponto de partida a referência e homenagem a autores consagrados, constituindo esta prática um gesto de reconhecimento e gratidão pelo contributo que deram à arte.
Portfólio
Obras em Destaque
Uma seleção de obras que representam a diversidade e profundidade do meu percurso artístico

O Silêncio das Marés Invertidas

Nascimento da 2a lenda

A grande faina

Manipulado invertido

WARHOL VS BASQUIAT

Última Ceia

Faina Alucinada

Luis Camões 500 Anos

Peões Notáveis com cajado

Peões Notáveis entre aguas

Peões Notáveis - Magnus Young
Exposições
Recentes e Próximas
Exposições onde pode apreciar as obras presencialmente

Encomendas
📅 Jan 15, 2026 — Apr 1, 2026

Rei D.Dinis Visões contemporâneas
📅 Jan 3, 2026 — May 17, 2026
📍 Centro de Exposições de Odivelas
D.Dinis e os seus artefactos...

Peões Notáveis
📅 Dec 3, 2022 — Dec 9, 2022
📍 Junta de Freguesia do Lumiar, Lisboa
O que há de comum entre a arte e o jogo é a sua finalidade sem fim, pois também o jogo “é uma atividade que se situa fora da esfera da necessidade ou da utilidade material” (Johan Huizinga, Homo Ludens). O que essencialmente os diferencia é o facto de no jogo as regras serem definidas à partida, obrigando os jogadores à sua estrita observância, sob pena de serem acusados de batota, enquanto que no domínio da arte as regras vão sendo definidas, alteradas e até mesmo pervertidas à medida que o “jogo” se desenvolve. Por isso, a criatividade é, ainda, o fator decisivo naquilo que a arte diz respeito, mesmo que se trate apenas de repetir, como genialmente o fez Sherrie Levine. Até porque, como nos ensina Jorge Luís Borges, através da curiosa personagem de Pierre Menard, até quando se repete, copia ou glosa uma obra, o contexto encarrega-se de trazer à luz uma nova criação. O título da exposição, “Peões Notáveis”, adverte o espectador para a entrada no território do paradoxo, espaço privilegiado da arte. De facto, qualquer pessoa, mesmo sem nunca ter jogado xadrez, sabe que o peão é a menos valiosa das peças do jogo. Como tal, dir-se-ia, à partida, que nenhum peão é notável e que nenhum notável poderá ser um simples peão. Contudo, basta ter em conta uma tela como a glosa que Vítor Frazão faz do quadro de Jacques-Louis David “Napoleão a atravessar os Alpes” para se perceber que os conceitos comuns são aqui ludicamente pervertidos, pois onde Hegel via o espírito do mundo montado a cavalo, a pintura deste artista permite vislumbrar um simples peão ao serviço da astúcia da história. Assim, no subtil e intrincado jogo propiciado pelas obras expostas podemos ir muito além do mero reconhecimento de figuras do nosso imaginário globalizado, deixando o sentido ao cuidado de cada espectador, o qual projetará no seu ecrã interior as formas que aqui se apresentam na sua ambiguidade criativa.
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